Projeto Pará

Localizado no Estado do Pará, o Projeto Pará é composto por 2 áreas, totalizando aproximadamente 8.250 hectares. O objetivo do projeto é pesquisar e avaliar a presença de Cobre - Ouro (associado aos greenstone belts de Tucumã, Sapucaia e Salabo e aos granitos do Complexo Xingu).

Minério

Cobre - Ouro

Geologia

As áreas do empreendimento estão localizadas na parte sul do domínio mineral de Carajás. Este domínio é constituído por terrenos do tipo granito-greenstone, com idades entre 3,05 e 2,85 Ga, e abrange dois períodos de adição de crosta juvenil.

O primeiro, com rochas de idades entre 3,05 e 2,96 Ga, corresponde ao Supergrupo Andorinhas (greenstone belt), ao TTG Caracol e aos granitóides de Arco Verde. O segundo é constituído por rochas supracrustais metassedimentares (grauvacas e turbiditos) e formações ferríferas, cujas idades do embasamento são de 2,87 a 2,85 Ga. 

Os principais modelos de mineralização de Cobre - Ouro conhecidos na região da Serra dos Carajás são:

  • Depósitos de Cobre - Ouro e, subordinadamente, Molibdênio e fluorita, de possível origem vulcano-exalativa, a exemplo do Salobo
  • Depósitos de Cobre - Ouro com Urânio, ETR’s e Molibdênio
  • Mineralização de Ouro - Chumbo do tipo Serra Pelada, onde o ouro ocorre em zonas de cisalhamento, por alteração hidrotermal.

Recursos e desenvolvimento do Projeto

Os trabalhos de pesquisa no âmbito do Projeto Pará tiveram início em 2008, com uma extensa campanha de reconhecimento regional em todas as áreas que faziam parte do portfólio naquele momento. Nesta primeira grande varredura, foram realizados trabalhos de amostragem de superfície. Anomalias consistentes indicativas de mineralizações de cobre-ouro associadas aos greenstones de Salobo, Sapucaia e Tucumã foram reportadas, o que direcionou a pesquisa às áreas localizadas sobre estas unidades geológicas.

Durante a segunda fase de exploração, foi realizado um reconhecimento de campo nas áreas potenciais em que a prospecção geoquímica reportou valores para cobre, em sedimentos de corrente maiores de 100 ppm, e consistentes anomalias de ouro, acima de 100 ppb, com valores chegando a 14g/t Au.

Estas zonas anômalas identificadas durante a segunda fase da pesquisa levaram ao adensamento dos trabalhos, priorizando-se alvos onde foram realizadas amostragem de solo e rocha em malha regular e geofísica terrestre por IP. Foram identificados 5 sub-alvos com área de até 1,000 x 200 metros, onde os teores de Au em solo chegam a 850 ppb e amostras de rocha ultrapassam os 10 g/tAu.

Estes resultados geoquímicos, quando combinados as anomalias de IP em apeamento geológico, levaram ao estabelecimento de uma malha de sondagem com 17 furos sugeridos e 2.500 metros de perfuração estimados.

Localização

O Projeto Pará está localizado na região sudoeste do Estado do Pará, próximo ao distrito ferrífero de Carajás, estando as áreas distribuídas desde a região de Banach, Água Azul – Sapucaia, até as proximidades de Parauapebas.